Fabio Moschetti

Vou tentar aqui contar um pouco sobre a minha pessoa trabalhos, lazer, dia a dia

Brasil goleia Panamá e Ancelotti ganha “boas dúvidas” antes da Copa

Publicado: 6/1/2026 8:30:43 AM

Carlo Ancelotti foi direto: “Não temos Pelé, Romário e Ronaldo”. A frase, dita na véspera do amistoso contra o Panamá, ecoou como alerta sobre a ausência de uma estrela absoluta na Seleção Brasileira. Mas, no Maracanã, o que se viu foi um coletivo vibrante, capaz de transformar dúvidas em esperança.

No domingo (31), o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2 em sua despedida antes da viagem aos Estados Unidos para a Copa do Mundo. O jogo começou com intensidade: logo aos dois minutos, Vini Jr abriu o placar. Mas a instabilidade apareceu cedo, com o empate panamenho após desvio infeliz de Matheus Cunha. Ainda assim, Casemiro recolocou o Brasil na frente antes do intervalo.

O segundo tempo foi outro espetáculo. Com dez mudanças, Ancelotti viu sua equipe ganhar corpo e intensidade. Rayan brilhou com um golaço e assumiu o protagonismo. Lucas Paquetá ampliou, Igor Thiago converteu pênalti sofrido por ele mesmo e Danilo Santos fechou a conta. O Panamá ainda descontou com Harvey, mas a festa já estava garantida.

Igor Thiago, atacante do Brentford, celebrou o momento especial: “É sempre importante poder marcar. Nos últimos três jogos consegui mostrar vontade de honrar a camisa da Seleção. Espero poder fazer isso mais vezes”. O camisa 25 mostrou força e personalidade, confirmando o que Ancelotti havia destacado: um perfil de atacante que a equipe precisa.

O treinador, por sua vez, admitiu que a atuação da segunda etapa trouxe “boas dúvidas”. Para ele, a compactação defensiva ainda precisa melhorar, mas o futuro é promissor com jovens como Rayan, Endrick e Estêvão. E sobre Neymar, foi categórico: “Ele tem que jogar dentro, como meia-atacante ou ponta. Não pode jogar por fora”.

Agora, a Seleção segue para os Estados Unidos com a missão de buscar o hexacampeonato. Antes da estreia, encara o Egito em mais um amistoso preparatório. Se não há uma estrela única, há um elenco disposto a brilhar junto.


Ficha Técnica – Brasil 6 x 2 Panamá

Competição: Amistoso Internacional
Data: 31 de maio de 2026
Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Não informado

Gols

  • Brasil: Vinícius Júnior (2’), Casemiro (38’), Rayan (52’), Lucas Paquetá (59’), Igor Thiago (62’, pênalti), Danilo Santos (80’)
  • Panamá: Murillo (13’, falta desviada), Carlos Harvey (83’)

Escalação inicial do Brasil

Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira, Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães; Matheus Cunha, Raphinha, Vinícius Júnior, Luiz Henrique.

Substituições do Brasil

  • 45’: Alex Sandro entrou, saiu Douglas Santos
  • 45’: Bremer entrou, saiu Danilo
  • 45’: Vinícius Júnior entrou, saiu Danilo
  • 45’: Matheus Cunha entrou, saiu Igor Thiago
  • 45’: Raphinha entrou, saiu Endrick
  • 45’: Luiz Henrique entrou, saiu Rayan
  • 45’: Bruno Guimarães entrou, saiu Lucas Paquetá
  • 45’: Wesley entrou, saiu Ibañez
  • 45’: Casemiro entrou, saiu Fabinho
  • 45’: Alisson entrou, saiu Ederson




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Convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026: Veja a Lista Completa Anunciada por Carlo Ancelotti!

Publicado: 5/19/2026 12:56:52 AM


 



O técnico Carlo Ancelotti, em sua primeira Copa à frente do Brasil, anunciou os 26 jogadores que defenderão o país no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá. O evento foi transmitido ao vivo pela CBF TV, TV Globo e SporTV, e contou com a presença de ex-jogadores, artistas e patrocinadores.

Ancelotti destacou que “a concorrência no Brasil é muito alta” e que a lista foi escolhida com base em disciplina, espírito coletivo e resiliência. O treinador afirmou:

“Não é a lista perfeita, mas queremos ser o time mais resiliente do mundo para tentar ganhar a Copa.”

🧤 Goleiros

  • Alisson (Liverpool)

  • Ederson (Fenerbahçe)

  • Weverton (Grêmio)

🛡️ Defensores / Laterais e Zagueiros

  • Alex Sandro (Flamengo)

  • Bremer (Juventus)

  • Danilo (Flamengo)

  • Douglas Santos (Zenit)

  • Gabriel Magalhães (Arsenal)

  • Ibañez (Al-Ahli)

  • Léo Pereira (Flamengo)

  • Marquinhos (PSG)

  • Wesley (Roma)

⚙️ Meio-campistas

  • Bruno Guimarães (Newcastle)

  • Casemiro (Manchester United)

  • Danilo Santos (Botafogo)

  • Fabinho (Al-Ittihad)

  • Lucas Paquetá (Flamengo)

Atacantes

  • Endrick (Lyon)

  • Gabriel Martinelli (Arsenal)

  • Igor Thiago (Brentford)

  • Luiz Henrique (Zenit)

  • Matheus Cunha (Manchester United)

  • Neymar (Santos)

  • Raphinha (Barcelona)

  • Rayan (Bournemouth)

  • Vinicius Jr. (Real Madrid)

🌟 Destaques e Curiosidades

  • Neymar retorna após lesão grave no joelho em 2023. Aos 34 anos, disputará sua quarta Copa do Mundo e busca o hexa.

  • Endrick e Rayan, de 18 e 19 anos, são os mais jovens da lista e representam a nova geração.

  • Flamengo é o clube brasileiro com mais convocados, repetindo o feito de 1994.

  • Casemiro e Marquinhos seguem como líderes do elenco, com experiência em Copas anteriores.

  • João Pedro (Chelsea) ficou fora, apesar de bom desempenho nas Eliminatórias.

🏋️ Preparação e Agenda da Seleção

Os jogadores se apresentam na Granja Comary em 27 de maio.

  • 31/05: Amistoso contra o Panamá, no Maracanã.

  • 06/06: Jogo contra o Egito, em Cleveland (EUA).

  • 13/06: Estreia na Copa contra Marrocos, em Nova Jersey.

  • 19/06: Brasil x Haiti, na Filadélfia.

  • 24/06: Brasil x Escócia, em Miami.

Análise Tática

Ancelotti aposta em um 4-3-3 flexível, com Casemiro como pilar defensivo e Paquetá e Bruno Guimarães na criação. No ataque, Vinicius Jr. e Raphinha garantem velocidade pelas pontas, enquanto Neymar atua como meia avançado, apoiando Endrick ou Cunha na referência. A defesa combina força e técnica, com Marquinhos e Bremer como dupla central e laterais experientes como Danilo e Douglas Santos.

💬 E você, torcedor?

O que achou da lista? Aprovou o retorno de Neymar? Quem deve ser o titular no ataque? Comente e compartilhe com a torcida! 🇧🇷🔥

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Convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026 agita torcida e aumenta debate sobre Neymar

Publicado: 5/17/2026 9:38:52 PM

Imagem gerada por Inteligência Artificial

 




A estreia do Brasil já chama atenção: será contra a Seleção Marroquina de Futebol, equipe que surpreendeu o mundo ao chegar nas semifinais da Copa de 2022 e que hoje é vista como uma das seleções mais organizadas do futebol internacional.

Carlo Ancelotti renova contrato até 2030 e dá estabilidade ao Brasil

Outro assunto que movimentou o futebol nos últimos dias foi a renovação de contrato de Carlo Ancelotti com a Seleção Brasileira até 2030.

A permanência do treinador italiano é vista como um passo importante para dar estabilidade ao projeto da Seleção. Depois de anos marcados por trocas constantes de comando e pressão por resultados imediatos, a CBF aposta agora em continuidade, planejamento e fortalecimento do elenco para os próximos ciclos.

Ancelotti chega para a Copa de 2026 com enorme expectativa da torcida brasileira. Além da experiência vitoriosa no futebol europeu, o treinador também ganhou respaldo por tentar montar uma equipe mais equilibrada e competitiva.

Neymar segue no centro das discussões sobre a Copa do Mundo 2026

Mas, como já era esperado, o nome que mais domina os programas esportivos e redes sociais continua sendo Neymar.

A cada dia surgem novas discussões:

  • Neymar será convocado?
  • Ele chega fisicamente bem para a Copa?
  • Ainda é o principal jogador do Brasil?
  • Ancelotti realmente conta com ele?

O debate virou praticamente pauta diária da mídia esportiva.

Existe um reconhecimento claro sobre a importância histórica de Neymar para a Seleção Brasileira. O atacante é um dos maiores artilheiros da história do país e participou diretamente de momentos importantes do futebol brasileiro na última década.

Por outro lado, parte da torcida questiona o atual momento físico do jogador, as lesões recentes e o espaço que ele terá dentro de uma Seleção que tenta iniciar uma nova fase.

Brasil quer recuperar protagonismo mundial

Depois de eliminações frustrantes nas últimas Copas do Mundo, a expectativa do torcedor é ver uma Seleção Brasileira mais forte mentalmente, organizada taticamente e preparada para enfrentar adversários de alto nível.

A Copa do Mundo 2026 também representa uma oportunidade para o Brasil recuperar protagonismo no cenário internacional e voltar a lutar pelo hexacampeonato.

A convocação oficial desta segunda-feira deve movimentar não apenas os torcedores, mas também redes sociais, programas esportivos e plataformas digitais em todo o país.

Com Carlo Ancelotti confirmado até 2030, Neymar novamente no centro das atenções e uma estreia complicada diante de Marrocos, o Brasil inicia mais um capítulo da sua história em Copas do Mundo cercado de expectativa, pressão e esperança.

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Brasil a 30 dias da Copa: tensão, esperança e polêmicas

Publicado: 5/13/2026 11:03:49 PM


 


Hoje, 13 de maio de 2026, o Brasil entra oficialmente na contagem regressiva: faltam 30 dias para a estreia da Seleção na Copa do Mundo, marcada para 13 de junho contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O país respira futebol, mas também debate, ansiedade e polêmicas. A pré-lista de 55 nomes enviada por Carlo Ancelotti à FIFA já existe, mas não é a convocação oficial. A lista definitiva com os 26 jogadores será revelada apenas em 18 de maio, em evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Até lá, tudo é especulação, e isso alimenta ainda mais a expectativa.

A pré-lista e o corte final

A pré-lista é obrigatória: só quem está nela pode ser chamado. Mas ela não garante vaga. É como uma porta de entrada, um filtro inicial. A convocação oficial é o momento decisivo, quando Ancelotti vai bater o martelo e definir quem carrega a camisa do Brasil no Mundial. Essa diferença é crucial e precisa ser destacada, porque muita gente já trata os nomes vazados como certos, quando na verdade ainda há espaço para cortes e surpresas.

Lesões que mudam o cenário

A ausência de Estêvão, jovem atacante do Chelsea, é um baque. Ele vinha sendo apontado como uma das grandes promessas da nova geração, mas uma lesão muscular grave o tirou da Copa. O Brasil perde não apenas um talento, mas também a chance de mostrar ao mundo um jogador que poderia marcar época.

Outro ponto é a situação de Neymar. O craque passou boa parte do ciclo lesionado, acumulando problemas físicos desde 2023. Sem ritmo competitivo, sua convocação é incerta. Há quem defenda sua presença pela experiência e peso histórico, mas também quem argumente que seria arriscado apostar em alguém que não conseguiu se manter saudável. O dilema é claro: apostar na tradição ou abrir espaço para a renovação.

A batalha dos goleiros

Se há uma posição que gera debate, é a de goleiro. Alisson é praticamente certo, pela regularidade e liderança. Ederson, campeão europeu pelo Manchester City, também deve estar na lista. Mas a terceira vaga é uma incógnita. Bento, do Athletico-PR, desponta como favorito, enquanto Hugo Souza (Corinthians) e John (Nottingham Forest) ainda sonham. Essa disputa mostra como o Brasil evoluiu na posição: se em outras Copas havia insegurança, hoje há abundância. E isso gera debates apaixonados sobre quem merece ser o terceiro nome.

Polêmicas e provocações

A Seleção não vive apenas de futebol. Recentemente, o ex-zagueiro espanhol Gerard Piqué declarou que o Brasil será “a maior decepção da Copa”. A frase repercutiu fortemente, provocando indignação e servindo como combustível para torcedores e jogadores. O Brasil sempre foi alvo de críticas externas, mas esse tipo de provocação mexe com o orgulho nacional e pode se transformar em motivação extra.

Internamente, há discussões sobre critérios de convocação, favoritismo e até sobre a forma como Ancelotti lida com a mescla entre veteranos e jovens. O ambiente é de cobrança máxima, e cada decisão será analisada com lupa.

Preparação e amistosos

A concentração começa em 27 de maio, na Granja Comary. Antes da estreia, o Brasil fará dois amistosos: contra o Panamá (31/05, Maracanã) e contra o Egito (06/06, Cleveland). Esses jogos serão fundamentais para ajustar a equipe, testar formações e dar ritmo aos atletas. São os últimos ensaios antes do espetáculo principal. Cada minuto será observado com atenção, cada desempenho analisado como se fosse definitivo.

O grupo da Seleção

Na fase de grupos, o Brasil enfrentará:

  • Marrocos (13/06, Nova Jersey)

  • Haiti (19/06, Filadélfia)

  • Escócia (24/06, Miami)

O grupo é considerado acessível, mas não sem armadilhas. O Marrocos vem de uma campanha histórica em 2022, o Haiti pode surpreender e a Escócia traz força física e tradição. Não há espaço para vacilos. O Brasil precisa mostrar autoridade desde o primeiro jogo.

A identidade que Ancelotti quer

Carlo Ancelotti insiste em um discurso de comprometimento e intensidade. Para ele, a Seleção precisa “suar sangue”, algo que dialoga com a identidade da torcida brasileira. A ideia é construir uma equipe sólida, que saiba ocupar espaços e dominar as fases do jogo, sem abrir mão da criatividade que sempre marcou o futebol nacional. É uma tentativa de unir disciplina europeia com a magia brasileira. Se der certo, o Brasil pode se tornar uma máquina. Se falhar, será alvo de críticas ainda mais duras.

O Brasil diante da oportunidade

A contagem regressiva está em curso. Faltam 30 dias para o Brasil estrear na Copa do Mundo 2026, e o cenário é de expectativa máxima. Entre lesões, dúvidas, polêmicas e disputas por posição, a Seleção chega pressionada, mas também com talento e tradição suficientes para sonhar alto.

O hexacampeonato é mais do que um objetivo: é uma obsessão nacional. O Brasil carrega o peso da história, a paixão da torcida e a responsabilidade de provar que ainda é o país do futebol. A pergunta que ecoa é simples: será que Ancelotti conseguirá transformar essa mistura de juventude e experiência em um time capaz de conquistar o mundo novamente?

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Brasil na Copa de 1934: uma Copa que durou só um jogo

Publicado: 4/29/2026 9:48:52 PM

Filó, vestindo a camisa azul clara enquanto jogava pela seleção italiana, imagem colorizada por inteligência artificial

 A Copa do Mundo de 1934, que ocorreu na Itália, foi a segunda edição do torneio, quatro anos após a primeira, no Uruguai. Ao contrário de 1930, o formato já era eliminatório desde a primeira fase: se você perdesse, estaria eliminado.

Isso ocorreu exatamente com o Brasil.

Na primeira fase, a seleção brasileira foi eliminada ao perder por 3 a 1 para a Espanha, no dia 27 de maio de 1934, em Gênova, no Stadio Luigi Ferraris. Entretanto, o desempenho em campo é apenas uma parte da narrativa. O que ocorreu fora dele esclarece muito mais.

O Brasil desembarcou na Itália com uma seleção abalada por brigas políticas e esportivas internas. O futebol brasileiro estava em uma fase de mudança e disputa, com rivalid
ades entre os líderes do Rio de Janeiro e de São Paulo e, especialmente, com a separação entre o amadorismo e o profissionalismo.


Quem era quem na delegação

A delegação brasileira foi montada em meio a improviso. O técnico era Luiz Vinhaes, que não ocupava um cargo fixo na seleção — algo comum na época, quando não havia uma estrutura permanente.

O capitão da equipe era Martim Silveira.

O elenco refletia bem o cenário do futebol nacional:

  • Goleiros: Roberto Gomes Pedrosa (Botafogo), Germano Sobrinho (Flamengo)
  • Defensores: Sylvio Hoffmann (São Paulo da Floresta), Luiz Luz (Americano/Grêmio), Octacílio (Botafogo)
  • Meias: Ariel Nogueira (Botafogo), Heitor Canalli (Botafogo), Martim Silveira (Botafogo), Tinoco (Vasco da Gama), Waldyr Guimarães (Botafogo), Luizinho (São Paulo da Floresta)
  • Atacantes: Leônidas da Silva (Vasco da Gama), Armandinho (São Paulo da Floresta), Patesko (Nacional-URU), Waldemar de Brito (São Paulo da Floresta), Átila (Botafogo), Carvalho Leite (Botafogo)

A escalação mais citada contra a Espanha segue o padrão da época:

Pedrosa (Botafogo); Sylvio Hoffmann (São Paulo da Floresta) e Luiz Luz (Americano/Grêmio); Tinoco (Vasco), Martim (Botafogo) e Canalli (Botafogo); Luizinho (São Paulo), Waldemar de Brito (São Paulo), Leônidas (Vasco), Armandinho (São Paulo) e Patesko (Nacional-URU).

Era um time com algum talento ofensivo, mas sem o entrosamento e a preparação necessários.


Jogadores não liberados

Esse é o ponto central para entender a campanha.

A Confederação Brasileira de Desportos (CBD) ainda defendia o amadorismo, enquanto muitos clubes já operavam no profissionalismo. Com isso, diversos clubes se recusaram a liberar seus jogadores.

A CBD tentou contornar a situação oferecendo dinheiro para que atletas rompessem com seus clubes — o que gerou enorme polêmica na época.

Entre os nomes que ficaram fora:

  • Domingos da Guia — um dos maiores zagueiros da história, então no Nacional-URU
  • Tunga — meia ligado ao futebol carioca naquele contexto de transição para o profissionalismo
  • Ladislau da Guia — irmão de Domingos e tio do Ademir da Guia

Essas ausências ajudam a explicar por que o Brasil chegou tão enfraquecido.


Um contraste que diz muito: Filó

Outro caso simbólico é o de Anfilogino Guarisi.

Brasileiro de origem, ele atuou pela Itália e foi campeão da Copa de 1934.

Enquanto o Brasil perdia jogadores por desorganização, a Itália os incorporava — e ainda usava o torneio como ferramenta política.


Quem era Leônidas

Leônidas da Silva ainda estava em ascensão, defendendo o Vasco da Gama.

Na estreia contra a Espanha, marcou o único gol brasileiro.

Mesmo em meio ao caos, já dava sinais do talento que o transformaria em um dos maiores nomes do futebol mundial poucos anos depois.


Questões políticas

O futebol brasileiro era atravessado por disputas institucionais.

Havia:

  • conflito entre amadorismo e profissionalismo
  • disputa de poder entre federações
  • desorganização estrutural

Ao mesmo tempo, o governo de Getúlio Vargas começava a enxergar o futebol como ferramenta de identidade nacional.

Na prática, porém, faltava organização.


A viagem de navio

A delegação viajou para a Itália no navio Conte Biancamano, em uma jornada que durou entre 12 e 15 dias.

Durante esse período:

  • os treinos foram limitados
  • houve desgaste físico
  • o entrosamento foi prejudicado

O Brasil chegou em desvantagem antes mesmo de entrar em campo.


Como foi o jogo

Sem fase de grupos, o Brasil enfrentou diretamente a Espanha.

Mais organizada e melhor preparada, a seleção espanhola venceu por 3 a 1.

Gol brasileiro: Leônidas.

Fim da participação.


Repercussão

A eliminação gerou críticas e frustração.

A campanha passou a simbolizar:

  • improviso
  • desorganização
  • fragilidade política

Mais do que a derrota, o que marcou foi o contexto.


Fascismo na Copa

A Copa de 1934 foi também um evento político.

Sob o comando de Benito Mussolini, o torneio foi usado como propaganda do regime.

Houve investimento pesado em infraestrutura e imagem.

Na final, vencida pela Itália, a saudação fascista feita por jogadores e arbitragem se tornou um dos símbolos mais marcantes daquela edição.


A participação do Brasil na Copa de 1934 vai muito além do placar de 3 a 1 contra a Espanha.

Ela escancara um futebol brasileiro ainda desorganizado, dividido politicamente e incapaz de levar seus melhores jogadores para o principal palco do esporte. Ao mesmo tempo, já deixava claro que talento nunca foi o problema  nomes como Leônidas da Silva estavam ali para provar isso.

Faltava estrutura. Faltava organização. E, principalmente, faltava união.

O que aconteceu em 1934 ajuda a entender por que o Brasil demorou a se consolidar como potência  e também por que, poucos anos depois, quando essa estrutura começou a aparecer, o salto foi tão grande.

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