Fabio Moschetti

Vou tentar aqui contar um pouco sobre a minha pessoa trabalhos, lazer, dia a dia

Copa do Mundo de 2026: o Mundial que mudou o futebol para sempre

Publicado: 7/19/2026 11:58:58 PM




Poucos torneios esportivos conseguem marcar uma época. A Copa do Mundo de 2026 foi um deles.

Realizada simultaneamente nos Estados Unidos, México e Canadá, a competição entrou para a história antes mesmo da bola rolar. Pela primeira vez desde a criação do torneio, em 1930, a FIFA ampliou o número de participantes de 32 para 48 seleções, transformando o Mundial em um evento de proporções inéditas.

A mudança dividiu opiniões. Defensores da ampliação argumentavam que ela democratizaria o futebol, permitindo que países historicamente excluídos da Copa finalmente participassem do maior espetáculo esportivo do planeta. Já os críticos temiam uma queda no nível técnico, um calendário excessivamente longo e um desgaste físico ainda maior para atletas que já chegavam ao torneio após temporadas extremamente intensas em seus clubes.

Na prática, a Copa de 2026 mostrou que ambos os lados tinham razões para defender seus argumentos.

Nunca tantas nações estiveram representadas em uma única edição. Países estreantes tiveram a oportunidade de enfrentar gigantes do futebol mundial, milhões de novos torcedores passaram a acompanhar suas seleções em um Mundial e mercados antes considerados periféricos passaram a receber investimentos da FIFA, patrocinadores e emissoras de televisão.

Ao mesmo tempo, o número elevado de partidas fez crescer as discussões sobre recuperação física, logística, arbitragem e qualidade técnica de alguns confrontos. Em vários momentos do torneio ficou evidente que havia um enorme desnível entre determinadas seleções, consequência natural da expansão do campeonato.

Mesmo assim, a competição conseguiu aquilo que toda Copa do Mundo busca alcançar: mobilizar bilhões de pessoas ao redor do planeta.

Durante aproximadamente um mês, o futebol voltou a dominar conversas em bares, escolas, empresas, redes sociais e programas de televisão. Cada rodada produzia novos heróis, novos vilões e novas histórias capazes de atravessar fronteiras.

Mas a Copa de 2026 não será lembrada apenas pelo futebol.

Ela aconteceu em um dos períodos politicamente mais conturbados da década. Guerras, disputas comerciais, tensões diplomáticas e debates sobre imigração já ocupavam espaço constante no noticiário internacional muito antes do torneio começar. Inevitavelmente, parte dessas discussões acabou chegando aos gramados.

A realização da competição nos Estados Unidos colocou o governo norte-americano em posição de enorme visibilidade internacional. A presença frequente de autoridades políticas durante o torneio, incluindo o então presidente Donald Trump, fez com que diversos momentos da Copa ultrapassassem o aspecto esportivo e passassem a ser analisados também sob uma perspectiva política.

Outro tema que chamou atenção foi a situação envolvendo o Irã. A seleção iraniana participou da competição em meio a um cenário internacional extremamente delicado. O contexto geopolítico fez com que praticamente todas as partidas da equipe fossem acompanhadas também por análises diplomáticas, algo raro até mesmo para uma Copa do Mundo.

A FIFA, por sua vez, voltou a enfrentar críticas sobre a forma como conduz determinadas decisões disciplinares e administrativas. Questões relacionadas à organização do torneio, arbitragem, critérios disciplinares e comunicação institucional alimentaram debates durante praticamente toda a competição.

Esses episódios reforçaram uma realidade cada vez mais evidente no futebol moderno: hoje é praticamente impossível separar completamente esporte, economia e política.

Ao mesmo tempo em que a Copa movimentava bilhões de dólares em contratos de transmissão, turismo, publicidade e patrocínios, também servia como palco para disputas de narrativa entre governos, dirigentes esportivos, empresas e veículos de comunicação.

Dentro de campo, entretanto, quem conseguiu transformar regularidade em resultado foi a Espanha.

Depois de anos investindo fortemente na formação de jogadores, renovando sua base e adaptando seu estilo de jogo às novas exigências do futebol moderno, a seleção espanhola chegou ao Mundial como uma das favoritas, embora sem o mesmo favoritismo absoluto que havia carregado em 2010.

A equipe apresentava uma combinação interessante entre juventude e experiência. Mantinha características históricas, como a posse de bola e o controle do meio-campo, mas acrescentava maior intensidade na marcação, velocidade pelas pontas e um futebol mais vertical quando necessário.

Ao longo da competição, a Espanha demonstrou consistência raramente vista em torneios eliminatórios.

Enquanto outras seleções alternavam grandes atuações com partidas abaixo da expectativa, os espanhóis conseguiram manter um padrão elevado durante praticamente toda a campanha.

Foi justamente essa regularidade que permitiu à equipe chegar à decisão diante da Argentina.

Os argentinos, campeões mundiais em 2022, provaram que a conquista no Catar não havia sido fruto apenas de uma geração excepcional. Mesmo vivendo um processo natural de renovação, continuaram figurando entre as maiores forças do futebol internacional.

A final reuniu duas escolas tradicionais.

De um lado, uma Espanha extremamente organizada coletivamente.

Do outro, uma Argentina acostumada a competir em jogos decisivos e conhecida pela intensidade emocional que caracteriza seu futebol.

O equilíbrio marcou praticamente toda a decisão.

As defesas levaram vantagem durante boa parte do tempo regulamentar, reduzindo os espaços e obrigando os ataques a buscarem soluções individuais ou jogadas de bola parada.

Somente na prorrogação surgiu o lance que definiu o destino da Copa do Mundo.

O gol espanhol colocou fim a um dos Mundiais mais imprevisíveis das últimas décadas e confirmou a Espanha como bicampeã mundial.

Mais do que levantar o troféu, aquela conquista simbolizou a consolidação definitiva de um projeto esportivo construído ao longo de muitos anos.

Enquanto diversas seleções apostavam em mudanças frequentes de treinadores e reformulações completas a cada ciclo, os espanhóis seguiram um caminho de continuidade, desenvolvimento das categorias de base e manutenção de uma identidade de jogo.

Foi uma vitória que começou muito antes do apito inicial da final.

E talvez esse seja justamente o maior ensinamento deixado pela Copa do Mundo de 2026: embora momentos individuais continuem decidindo partidas, os títulos mais importantes costumam ser consequência de planejamento, estabilidade e investimento de longo prazo.

Durante décadas, disputar uma Copa do Mundo significava sobreviver a um torneio com 32 seleções. Em 2026, essa lógica ficou para trás. A FIFA decidiu expandir a competição para 48 participantes, aumentando o número de vagas em praticamente todos os continentes e promovendo a maior transformação do campeonato desde sua criação, em 1930.

A decisão foi anunciada anos antes do torneio e provocou uma divisão imediata. Para dirigentes da FIFA, tratava-se de uma oportunidade histórica para tornar o futebol mais inclusivo. Países que tradicionalmente esbarravam nas eliminatórias passaram a enxergar uma chance real de disputar o maior evento esportivo do planeta. Federações da África, Ásia, América do Norte e Oceania comemoraram o aumento das vagas, argumentando que o futebol já havia deixado de ser um esporte concentrado apenas na Europa e na América do Sul.

Os críticos, porém, faziam outra leitura. Ex-jogadores, treinadores e analistas alertavam que ampliar o número de participantes poderia reduzir a qualidade técnica de parte dos confrontos. Também havia preocupação com o calendário. Os principais atletas do mundo já chegavam às seleções depois de temporadas com mais de cinquenta partidas por seus clubes. Um Mundial maior significava mais viagens, mais jogos e menos tempo de recuperação.

Quando a bola começou a rolar, ficou evidente que as duas análises tinham fundamentos.

Algumas seleções estreantes aproveitaram a oportunidade para mostrar uma evolução surpreendente. Países que antes eram vistos apenas como figurantes passaram a competir de igual para igual em determinados momentos, refletindo o crescimento dos investimentos em infraestrutura, formação de atletas e intercâmbio internacional. Em contrapartida, também houve partidas marcadas por diferenças técnicas expressivas, alimentando novamente o debate sobre até que ponto a expansão favorecia o espetáculo.

Independentemente das críticas, um dado era impossível de ignorar: nunca tanta gente se viu representada em uma Copa do Mundo. Milhões de torcedores acompanharam pela primeira vez a seleção de seu país em um Mundial, fortalecendo o alcance global do torneio e ampliando mercados que a FIFA vinha tentando desenvolver havia décadas.

Essa expansão também teve um enorme impacto econômico. Mais seleções significaram mais delegações, mais jornalistas, mais turistas e uma demanda sem precedentes por hospedagem, transporte, alimentação e infraestrutura. As cidades-sede registraram aumento na movimentação comercial, enquanto patrocinadores passaram a disputar espaços publicitários em um evento ainda maior do que nas edições anteriores.

Outro aspecto que chamou atenção foi a logística. Nunca havia sido necessário coordenar um torneio distribuído por três países de dimensões continentais. Os Estados Unidos concentraram a maior parte das partidas, enquanto México e Canadá receberam jogos importantes, preservando a tradição iniciada décadas antes. Para as seleções, entretanto, isso representou um desafio inédito. Em poucos dias era possível sair de uma cidade próxima à fronteira mexicana e viajar milhares de quilômetros para atuar em outra região completamente diferente, enfrentando mudanças de clima, altitude e fuso horário.

As comissões técnicas passaram a tratar o planejamento das viagens com a mesma importância dedicada aos treinamentos. Recuperação física, alimentação, adaptação ao clima e controle da carga dos atletas tornaram-se fatores decisivos ao longo da competição.

A tecnologia também ganhou um papel ainda mais relevante. Recursos de análise de desempenho em tempo real, monitoramento fisiológico e inteligência artificial passaram a auxiliar treinadores na tomada de decisões durante as partidas e nos períodos de descanso. O futebol de seleções, que tradicionalmente tinha pouco tempo para preparação, tornou-se cada vez mais dependente da ciência esportiva.

Enquanto isso, do lado de fora dos gramados, a FIFA comemorava os resultados comerciais do novo formato. Os direitos de transmissão alcançaram novos mercados, patrocinadores ampliaram seus investimentos e a audiência global voltou a confirmar que a Copa do Mundo permanece como um dos eventos mais assistidos do planeta.

Mas a ampliação do torneio não eliminou um problema antigo da entidade: a dificuldade em separar futebol de interesses políticos e econômicos. Ainda nas primeiras semanas da competição, episódios ocorridos fora das quatro linhas passaram a disputar espaço com os próprios jogos. Declarações de autoridades, manifestações de torcedores e decisões administrativas fizeram com que, em diversos momentos, o noticiário internacional dedicasse tanto espaço às polêmicas quanto aos resultados em campo.

Era um sinal claro de que a Copa de 2026 seria lembrada não apenas pelos gols, mas também pelo contexto histórico em que foi disputada. E nenhuma seleção sentiria isso de maneira tão intensa quanto o Irã, cuja participação acabaria cercada por acontecimentos que extrapolaram completamente os limites do esporte.


A seleção iraniana desembarcou na América do Norte carregando um peso que nenhuma comissão técnica é capaz de administrar. Enquanto os jogadores treinavam para enfrentar alguns dos melhores times do mundo, o país ocupava diariamente as manchetes internacionais por causa do agravamento das tensões no Oriente Médio. A cada entrevista coletiva, perguntas sobre futebol dividiam espaço com questionamentos sobre política, diplomacia e segurança.

Não era a primeira vez que uma Copa do Mundo refletia os conflitos do cenário internacional. Ao longo da história, o torneio já havia atravessado períodos marcados pela Guerra Fria, pelo apartheid, pelas guerras nos Bálcãs e por crises diplomáticas envolvendo diferentes países. Em 2026, entretanto, a velocidade das redes sociais fez com que qualquer acontecimento extrapolasse as arquibancadas em questão de minutos.

A FIFA tentou preservar o discurso de neutralidade. Oficialmente, repetia que a Copa era um evento esportivo e que o futebol deveria servir como instrumento de aproximação entre os povos. Na prática, porém, ficou evidente que essa separação era cada vez mais difícil. Toda decisão administrativa passou a ser analisada também sob uma perspectiva política.

Outro episódio que alimentou discussões durante o Mundial envolveu o atacante Folarin Balogun. Um processo disciplinar envolvendo o jogador gerou debates sobre critérios adotados pela entidade, transparência e comunicação com o público. Independentemente da posição de cada torcedor, o caso reforçou uma crítica recorrente à FIFA: muitas vezes, a entidade demora a explicar suas decisões de forma clara, permitindo que especulações ocupem o espaço deixado pela falta de informação oficial.

Essa dificuldade de comunicação não era novidade. Nos últimos anos, a FIFA investiu bilhões de dólares na expansão comercial da Copa do Mundo, mas continuava enfrentando desafios quando precisava prestar esclarecimentos rápidos sobre episódios polêmicos. Em um ambiente dominado pelas redes sociais, horas de silêncio eram suficientes para transformar rumores em manchetes.

Enquanto essas discussões aconteciam fora dos gramados, o futebol seguia produzindo histórias memoráveis.

A fase de grupos confirmou uma característica que já vinha sendo observada nas últimas edições: a distância entre as seleções tradicionais e as chamadas equipes emergentes diminuía ano após ano. Ainda existiam diferenças técnicas importantes, mas elas já não eram suficientes para garantir vitórias fáceis.

Diversos favoritos encontraram dificuldades inesperadas. Em alguns jogos, seleções consideradas pequenas controlaram a posse de bola, pressionaram adversários historicamente superiores e mostraram um nível de organização tática que teria parecido improvável vinte anos antes. O futebol globalizado permitiu que atletas de praticamente todos os continentes atuassem nas principais ligas europeias, reduzindo o abismo que antes separava as grandes potências do restante do mundo.

Para o torcedor, isso tornou a Copa muito mais imprevisível.

As zebras continuavam existindo, mas deixavam de ser encaradas apenas como acidentes. Em muitos casos, eram consequência de projetos esportivos construídos ao longo de vários anos.

Foi justamente esse equilíbrio que transformou cada fase eliminatória em um teste psicológico.

Um erro de posicionamento, um pênalti desperdiçado ou uma defesa decisiva passaram a definir campanhas inteiras. Em um torneio cada vez mais nivelado, detalhes faziam toda a diferença.

O Brasil chegou às oitavas cercado por expectativas. Como acontece em praticamente todas as Copas, milhões de torcedores acreditavam que a seleção tinha condições de disputar o título. O elenco reunia jogadores acostumados às principais competições europeias, mas ainda buscava consolidar um modelo de jogo capaz de transformar talento individual em desempenho coletivo.

Ao longo do torneio, a equipe alternou momentos de brilho com atuações que evidenciaram dificuldades antigas. Em determinados jogos, o ataque mostrava criatividade e velocidade. Em outros, a construção ofensiva encontrava obstáculos diante de adversários bem organizados defensivamente.

A eliminação brasileira reacendeu um debate que já vinha sendo travado desde os ciclos anteriores.

O problema estava na formação dos atletas? Na preparação dos treinadores? Na pressão exercida sobre qualquer geração que veste a camisa amarela? Ou seria simplesmente uma consequência do crescimento das demais seleções, tornando muito mais difícil repetir a hegemonia construída em outras décadas?

Especialistas apresentaram respostas diferentes, mas havia um ponto de consenso: vencer uma Copa do Mundo nunca foi tão complicado.

Enquanto isso, a Argentina seguia avançando.

Mesmo após o ciclo iniciado com o título de 2022, a equipe mostrou que havia conseguido renovar seu elenco sem perder sua principal característica competitiva. A camisa argentina continuava carregando um peso histórico capaz de transformar partidas equilibradas em batalhas psicológicas.

A classificação para mais uma final reforçou essa percepção. Independentemente da geração, a Argentina parecia sempre encontrar uma maneira de permanecer entre os protagonistas do futebol mundial.

Do outro lado da chave, a Espanha construía sua campanha de maneira menos dramática.

Se os argentinos frequentemente precisavam superar partidas tensas, os espanhóis transmitiam uma sensação de controle. A posse de bola continuava sendo uma marca registrada, mas agora vinha acompanhada de transições rápidas, intensidade na recuperação da bola e uma capacidade maior de acelerar o jogo quando surgiam espaços.

Era uma evolução natural daquele estilo que encantou o mundo entre 2008 e 2012.

Os números confirmavam essa impressão. A Espanha figurava entre as seleções com maior índice de posse de bola, melhor aproveitamento nos passes e menor quantidade de gols sofridos durante a competição. Mais do que estatísticas, esses dados refletiam uma equipe que raramente perdia o controle emocional das partidas.

Assim, quase sem alarde, os espanhóis chegaram novamente à decisão do torneio mais importante do futebol.

A final colocaria frente a frente duas escolas tradicionais, dois projetos bem estruturados e duas seleções que haviam encontrado caminhos diferentes para alcançar o mesmo objetivo: levantar a taça mais cobiçada do esporte.


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Dia da Seleção: Brasil ganha folga, perde Lucas Paquetá e inicia preparação para enfrentar a Noruega nas oitavas da Copa do Mundo

Publicado: 7/1/2026 1:14:34 AM



A Seleção Brasileira entrou oficialmente em ritmo de oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Depois da vitória por 2 a 1 sobre o Japão, que garantiu a classificação para a próxima fase, o elenco comandado por Carlo Ancelotti teve um dia de folga nesta terça-feira (1º). A reapresentação está marcada para a noite desta quarta-feira, quando a comissão técnica dará início à preparação para o confronto diante da Noruega.

O dia também foi marcado por boas e más notícias para o torcedor brasileiro. Se, por um lado, Lucas Paquetá teve uma lesão muscular confirmada e está fora da partida das oitavas, por outro Raphinha voltou a treinar no gramado e aumentou as chances de reforçar a equipe no próximo compromisso.

Além disso, o Brasil conheceu oficialmente seu adversário. A Noruega garantiu vaga nas oitavas ao vencer a Costa do Marfim por 2 a 1 em um duelo equilibrado, confirmando o confronto que promete ser um dos mais interessantes desta fase do Mundial.

Folga para recuperar as energias

Após uma sequência intensa de partidas e o desgaste físico provocado pelo duelo contra o Japão, Carlo Ancelotti optou por conceder um dia de descanso ao elenco.

A decisão faz parte do planejamento da comissão técnica para preservar os jogadores antes do início da preparação específica para as oitavas de final. Em uma competição de tiro curto como a Copa do Mundo, controlar o desgaste físico é considerado fundamental para manter o time competitivo nas fases decisivas.

A reapresentação acontece na noite desta quarta-feira. A partir daí, os treinamentos passam a ser totalmente voltados para o estudo da Noruega, com foco em posicionamento, organização defensiva, transições rápidas e bolas paradas.

Lucas Paquetá está fora

A principal notícia negativa do dia veio do departamento médico.

Os exames realizados após a partida confirmaram uma lesão muscular em Lucas Paquetá. Com isso, o meia está fora do confronto contra a Noruega.

A ausência representa uma perda importante para Carlo Ancelotti. Paquetá vinha desempenhando uma função essencial no meio-campo brasileiro, contribuindo tanto na marcação quanto na criação das jogadas ofensivas. Sua capacidade de pressionar a saída de bola adversária e aparecer como elemento surpresa no ataque vinha sendo uma das características da equipe brasileira durante a competição.

Agora, a comissão técnica precisará definir quem assumirá a vaga entre os titulares. A expectativa é que os próximos treinamentos sirvam justamente para testar alternativas antes da definição da escalação.

Raphinha volta ao gramado

Se Paquetá virou desfalque, a Seleção recebeu uma notícia bastante positiva.

Raphinha voltou a trabalhar normalmente no campo durante as atividades desta terça-feira e mostrou evolução em sua recuperação.

Embora a comissão técnica ainda acompanhe sua condição física diariamente, a expectativa é de que o atacante esteja disponível para enfrentar a Noruega.

Sua presença aumenta significativamente o poder ofensivo da equipe. Dono de velocidade, habilidade no um contra um e boa finalização, Raphinha pode oferecer ao Brasil uma alternativa importante pelos lados do campo, especialmente contra um adversário que costuma defender com linhas bastante compactas.

Caso seja liberado pelo departamento médico, a tendência é que volte a disputar uma vaga entre os titulares.

Noruega será o próximo desafio

O Brasil já conhece o caminho nas oitavas de final.

A Noruega garantiu sua classificação ao derrotar a Costa do Marfim por 2 a 1 e agora será a adversária da Seleção Brasileira na luta por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

A equipe europeia chega embalada após eliminar uma seleção africana que vinha fazendo boa campanha no torneio.

O duelo promete exigir muita atenção da defesa brasileira. A Noruega aposta em um futebol físico, intenso e eficiente nas jogadas aéreas, além de contar com atletas capazes de decidir partidas em poucos lances.

Carlo Ancelotti terá alguns dias para estudar as características do adversário e preparar o Brasil para um confronto que promete ser bastante equilibrado.

Semana decisiva para o Brasil

Com o elenco descansado e o adversário definido, a Seleção inicia agora a fase mais importante da preparação.

Os próximos treinamentos deverão ser utilizados para ajustar o posicionamento da equipe, corrigir detalhes observados na vitória sobre o Japão e definir quem substituirá Lucas Paquetá.

Também será o momento de avaliar definitivamente as condições físicas de Raphinha e dos demais jogadores que apresentaram algum desgaste ao longo das últimas partidas.

A expectativa é que Carlo Ancelotti mantenha a base da equipe que conquistou a classificação, promovendo apenas as mudanças necessárias por questões médicas ou estratégicas.

Sonho do hexa continua vivo

O Brasil segue firme na caminhada em busca do sexto título mundial.

Depois de superar o Japão e confirmar presença entre os 16 melhores da Copa do Mundo de 2026, a Seleção entra na fase eliminatória sabendo que qualquer erro pode significar o fim da campanha.

A experiência de Carlo Ancelotti, aliada à qualidade técnica do elenco brasileiro, aumenta a confiança da torcida para os desafios que virão. No entanto, a comissão técnica sabe que o mata-mata exige concentração máxima desde o primeiro minuto.

O confronto diante da Noruega marcará mais um capítulo da caminhada brasileira rumo ao sonho do hexacampeonato. Até lá, o foco será recuperar os atletas, ajustar a equipe e chegar às oitavas nas melhores condições possíveis para seguir vivo na maior competição do futebol mundial.

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Brasil vira sobre o Japão nos acréscimos e segue vivo na Copa do Mundo

Publicado: 6/29/2026 7:42:33 PM

Rayan celebra classificação brasileira

Rafael Ribeiro/CBF






O Brasil sofreu, levou susto, passou boa parte do jogo contra um Japão muito organizado, mas mostrou força, banco e personalidade para buscar uma virada dramática por 2 a 1 nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026, no NRG Stadium, em Houston, pelos 16 avos de final da Copa do Mundo.

A seleção japonesa saiu na frente ainda no primeiro tempo, com Kaishu Sano, após erro na saída brasileira. No segundo tempo, o Brasil voltou mais agressivo, empatou com Casemiro e arrancou a classificação nos acréscimos, com Gabriel Martinelli, que saiu do banco para decidir.

Foi uma vitória com cara de Copa. Daquelas em que nem tudo funciona, mas o time precisa encontrar solução dentro do jogo. E foi exatamente isso que a Seleção de Carlo Ancelotti fez.

Primeiro tempo complicado

O Brasil começou tentando controlar a posse de bola, mas encontrou um Japão compacto, intenso e muito bem treinado por Hajime Moriyasu. A equipe asiática fechou os espaços pelo meio, dificultou a circulação brasileira e tentou acelerar sempre que recuperava a bola.

Aos 29 minutos do primeiro tempo, veio o castigo. Após erro brasileiro, Kaishu Sano aproveitou a oportunidade, avançou e bateu forte para vencer Alisson. O gol colocou pressão na Seleção e deu ainda mais confiança ao Japão, que passou a defender com muita disciplina.

O Brasil tentou responder, mas abusou de jogadas previsíveis. Vinicius Junior buscou o um contra um, Matheus Cunha se movimentou, Paquetá tentou aproximar, mas faltava velocidade, infiltração e presença mais forte dentro da área.

Ancelotti ajusta e Brasil cresce

Na volta do intervalo, o Brasil mudou a postura. A equipe passou a jogar com mais urgência, adiantou suas linhas e começou a explorar mais os cruzamentos. A mudança deu resultado aos 11 minutos do segundo tempo.

Gabriel Magalhães apareceu bem pelo lado e cruzou na medida para Casemiro. O volante subiu mais que a marcação e cabeceou para empatar o jogo. Foi um gol importante não apenas pelo placar, mas também pelo peso simbólico: Casemiro vinha sendo criticado pela atuação no primeiro tempo e respondeu dentro da área, com presença e experiência.

Depois do empate, o Brasil aumentou a pressão. O Japão já não conseguia sair com a mesma facilidade e passou a sofrer com a entrada de jogadores mais frescos. Gabriel Martinelli substituiu Matheus Cunha e deu mais mobilidade ao ataque. Endrick também entrou, enquanto o Brasil tentava evitar a prorrogação.

Vinicius Junior quase virou em grande jogada individual, mas parou em defesa importante de Zion Suzuki. O jogo parecia caminhar para o tempo extra, até que a estrela do banco brilhou.

Martinelli decide no fim

Aos 50 minutos do segundo tempo, Bruno Guimarães recebeu na entrada da área, atraiu a marcação e encontrou um passe preciso para Gabriel Martinelli. O atacante teve frieza para finalizar e fazer o gol da virada brasileira.

Foi explosão da torcida em Houston. Um gol no limite, na raça, na insistência e também na qualidade. Martinelli entrou para mudar o jogo e cumpriu o papel. Bruno Guimarães, por sua vez, foi decisivo com a assistência em um dos lances mais importantes da campanha brasileira até aqui.

Com o 2 a 1, o Brasil confirmou a classificação e manteve vivo o sonho do hexa.

Depoimentos pós-jogo

Após a partida, Carlo Ancelotti valorizou a paciência da Seleção. O treinador afirmou que o Brasil não se desesperou mesmo saindo atrás no placar e destacou a dificuldade de enfrentar uma equipe tão organizada como o Japão.

Ancelotti também explicou que a Seleção passou a forçar mais cruzamentos na segunda etapa, estratégia que resultou no gol de empate de Casemiro. O técnico elogiou os recursos do elenco e a importância dos jogadores que saíram do banco.

Gabriel Martinelli, autor do gol da virada, se emocionou depois da partida. O atacante disse que ainda não conseguia explicar o sentimento e agradeceu pela oportunidade de marcar um gol tão importante para a Seleção.

Bruno Guimarães também falou sobre o espírito da equipe. Para o meio-campista, foi uma vitória com a cara do Brasil: sem desistir, buscando até o último lance. Ele destacou que o Japão fechou muito bem os espaços, mas que a Seleção soube insistir até encontrar a jogada decisiva.

Análise da partida

A vitória brasileira mostrou virtudes e problemas. O lado positivo foi a capacidade de reação. O Brasil não fez um bom primeiro tempo, sofreu contra uma equipe disciplinada e saiu atrás, mas teve maturidade para voltar melhor depois do intervalo.

Ancelotti acertou ao manter a estrutura da equipe após o empate e usar o banco no momento certo. Martinelli deu profundidade, Endrick trouxe presença ofensiva e Bruno Guimarães cresceu justamente quando o jogo precisava de alguém capaz de pensar rápido.

Por outro lado, a Seleção precisa corrigir a lentidão na construção e os erros na saída de bola. Contra adversários mais fortes, esse tipo de falha pode custar caro. O Japão mostrou que organização tática e intensidade podem incomodar muito o Brasil.

Mesmo assim, em mata-mata de Copa, vencer é o que importa. E o Brasil venceu um jogo duro, contra uma seleção competitiva, que mais uma vez mostrou evolução no cenário mundial.

Destaques do Brasil

Casemiro foi personagem central. Errou, sofreu críticas, mas apareceu no momento decisivo para empatar. Gabriel Martinelli foi o nome da virada, com estrela de jogador decisivo. Bruno Guimarães também merece destaque pela assistência no segundo gol e pela melhora no segundo tempo.

Gabriel Magalhães foi importante ofensivamente, participando diretamente do gol de empate. Vinicius Junior tentou bastante, criou perigo e quase decidiu antes dos acréscimos.


FICHA TÉCNICA

Japão 1 : 2 BRASIL (1:0)
Competição: Copa do Mundo
Local: Estádio de Houston, Houston (EUA)
Renda: não divulgada. Público: 68.777 pessoas
Gols: Sano (28'), Casemiro (54’) e Gabriel Martinelli (90'+4')
Cartão amarelo: Casemiro e Danilo
Árbitro: Maurizio Mariani (Itália). Assistentes: Daniele Bindoni (Itália) e Alberto Tegoni (Itália). VAR: Marco Di Bello (Itália)

BRASIL: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho, aos 90'), Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 96') e Lucas Paquetá (Endrick, no intervalo); Rayan, Matheus Cunha (Gabriel Martinelli, aos 75') e Vini Jr. Treinador: Carlo Ancelotti


JAPÃO: Zion Suzuki; Shogo Taniguchi, Ritsu Doan (Sugawara, aos 75'), Daizen Maeda (Ogawa, aos 96'), Keito Nakamura (Junnosuke Suzuki, aos 75'), Junya Ito (Machino, aos 77’), Daichi Kamada (Tanaka, aos 77'), Ayase Ueda, Hiroki Ito, Takehiro Tomiyasu e Kaishu Sano. Técnico: Hajime Moriyasu.


Próximo jogo

Com a vitória, o Brasil avança e agora aguarda o vencedor de Costa do Marfim x Noruega. A Seleção terá pela frente mais um duelo eliminatório, agora com a confiança de quem sobreviveu a um jogo perigoso e mostrou força mental para virar nos minutos finais.

A atuação ainda deixa pontos de atenção, mas a classificação tem peso enorme. Copa do Mundo também se ganha assim: sofrendo, ajustando, insistindo e decidindo quando a bola pesa mais.

O Brasil está vivo. E o sonho do hexa continua.



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Brasil goleia a Escócia por 3 a 0, garante liderança do Grupo C e chega ao mata-mata da Copa do Mundo

Publicado: 6/25/2026 8:44:31 AM


                                                          Foto: Werther Santana/Estadão



A Seleção Brasileira confirmou o favoritismo e venceu a Escócia por 3 a 0, na noite desta quarta-feira (24), no Hard Rock Stadium, em Miami, encerrando a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 na liderança do Grupo C.

A equipe comandada por Carlo Ancelotti apresentou sua atuação mais consistente no Mundial até aqui. Dominando desde os primeiros minutos, o Brasil controlou a posse de bola, pressionou a saída adversária e praticamente não sofreu defensivamente durante os 90 minutos.

Com o resultado, a Seleção encerra a primeira fase invicta e avança às oitavas de final em primeiro lugar da chave. O adversário será conhecido após a definição do Grupo F, formado por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

Como foi o jogo

O Brasil começou impondo intensidade e sufocando a saída de bola da Escócia. A pressão alta deu resultado logo cedo, permitindo que a Seleção abrisse o placar ainda no primeiro tempo.

Mesmo depois da vantagem, a equipe brasileira manteve o controle das ações. Bruno Guimarães e Casemiro comandaram o meio-campo, enquanto Vinícius Júnior, Rayan e Matheus Cunha movimentavam constantemente o ataque.

Antes do intervalo, o Brasil ampliou e praticamente definiu o confronto.

Na etapa final, a Seleção administrou o resultado sem abrir mão do ataque. O terceiro gol coroou uma atuação coletiva consistente e deu números definitivos à vitória brasileira.

Nos minutos finais, um dos momentos mais aguardados da noite foi a entrada de Neymar, que voltou a atuar pela Seleção após período de recuperação física e foi bastante aplaudido pelos torcedores presentes em Miami.

Destaques da partida

  • Domínio absoluto da posse de bola.
  • Sistema defensivo praticamente impecável.
  • Grande atuação do setor ofensivo.
  • Controle emocional durante toda a partida.
  • Retorno de Neymar aos gramados pela Seleção.
  • Brasil termina a fase de grupos sem sofrer pressão significativa da Escócia.

Neymar voltou

Além da vitória e da liderança do Grupo C, a partida também marcou o retorno de Neymar à Seleção Brasileira. O camisa 10 entrou aos 30 minutos do segundo tempo, no lugar de Matheus Cunha, e foi muito aplaudido pela torcida em Miami.

Neymar não defendia o Brasil desde outubro de 2023, quando sofreu grave lesão no joelho esquerdo contra o Uruguai, pelas Eliminatórias. Contra a Escócia, voltou em um cenário mais controlado, com o Brasil já vencendo por 3 a 0, e participou dos minutos finais tentando acelerar o ataque, criando jogadas e mostrando que pode ser uma opção importante para o mata-mata.

O retorno não foi apenas simbólico. Para Ancelotti, ter Neymar novamente à disposição aumenta o repertório ofensivo da Seleção em uma fase da Copa em que cada detalhe pode decidir uma classificação.


O que disse Carlo Ancelotti

Apesar da atuação dominante diante da Escócia, Carlo Ancelotti fez questão de manter os pés no chão na entrevista coletiva. O treinador afirmou que o Brasil apresentou sua melhor atuação na Copa do Mundo até agora, mas destacou que o desafio será ainda maior a partir das oitavas de final.

"Calma. Muita calma. Fizemos um bom jogo, evoluímos desde a estreia, mas agora começa uma nova competição. Nos jogos eliminatórios qualquer detalhe pode decidir a classificação."

O italiano também ressaltou que a Seleção ainda pode crescer durante o torneio.

"Não estamos perfeitos. Podemos melhorar a velocidade na circulação da bola e sermos ainda mais eficientes quando temos a posse. O importante é que a equipe mostrou equilíbrio, personalidade e está evoluindo."

Ancelotti também comentou o retorno de Neymar. Segundo o treinador, o camisa 10 trabalhou intensamente durante o período de recuperação e poderá ganhar mais minutos conforme a equipe avance na competição.

"Estamos felizes por vê-lo novamente em campo. Neymar fez um grande esforço para voltar e certamente será um jogador importante para nós."

Por fim, o treinador elogiou Vinícius Júnior, autor de dois gols na vitória sobre a Escócia.

"Ele está vivendo um grande momento. Tem qualidade para decidir partidas e hoje foi novamente muito importante para a equipe."

O que disseram os jogadores

Autor de dois gols, Vinícius Júnior comemorou a classificação em primeiro lugar do Grupo C e destacou a evolução coletiva da Seleção Brasileira ao longo da fase de grupos. O atacante afirmou que o grupo chega mais confiante para a fase eliminatória e ressaltou que o trabalho de Carlo Ancelotti vem sendo assimilado jogo após jogo.

Neymar também foi um dos assuntos da noite. O camisa 10 voltou a vestir a camisa da Seleção após quase três anos afastado por lesão e recebeu o carinho da torcida brasileira presente em Miami. Mesmo atuando apenas nos minutos finais, participou de algumas jogadas ofensivas e demonstrou estar recuperando o ritmo de jogo.

Os jogadores brasileiros destacaram que o principal objetivo era terminar a fase de grupos na liderança e reconheceram que o desempenho diante da Escócia foi o mais consistente da equipe até aqui na Copa do Mundo.

Ficha técnica

Copa do Mundo FIFA 2026
Fase de grupos – 3ª rodada

ESCÓCIA 0 x 3 BRASIL

Escócia

Gunn; Patterson (Ralston), Hendry, McKenna e Robertson (Tierney); Ferguson, Gannon-Doak (Christie), McLean, McTominay e McGinn (Curtis); Shankland (Adams).
Técnico: Steve Clarke.

Brasil

Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães e Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli); Rayan (Endrick), Matheus Cunha (Neymar) e Vinícius Júnior.
Técnico: Carlo Ancelotti.

Local: Hard Rock Stadium, Miami (Estados Unidos)
Data: 24 de junho de 2026
Árbitro: César Ramos (México)
Assistentes: Alberto Morín e Marco Bisguerra (México)
VAR: Guillermo Pacheco (México)

Gols: Vinícius Júnior, aos 6 e aos 47 minutos do 1º tempo; Matheus Cunha, aos 14 minutos do 2º tempo.

Cartões amarelos: Christie (Escócia); Danilo e Fabinho (Brasil).

Público: Não divulgado.
Renda: Não divulgada.

Próximo compromisso

Com a vitória por 3 a 0, o Brasil terminou a fase de grupos na liderança do Grupo C e garantiu vaga nas oitavas de final. A Seleção volta a campo na próxima segunda-feira (29), quando enfrentará o segundo colocado do Grupo F. O adversário será definido após o encerramento da última rodada da chave, disputada por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

A expectativa da comissão técnica é aproveitar os dias de preparação para recuperar fisicamente o elenco, integrar Neymar de forma gradual e corrigir detalhes apontados por Ancelotti antes do início do mata-mata, fase em que qualquer erro pode ser decisivo.






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Brasil vence Haiti por 3x0 e assume liderança do Grupo C

Publicado: 6/20/2026 7:03:11 PM

Vini Jr. Vinicius Junior Brasil Haiti Seleção — Foto: Dylan Martinez/Reuters

 



A vitória da Seleção Brasileira por 3x0 sobre o Haiti, na segunda rodada da Copa do Mundo 2026, foi marcada por um primeiro tempo avassalador e um segundo tempo de administração, mas também por preocupações importantes. O resultado recoloca o Brasil na briga pela liderança do Grupo C e dá confiança após o empate na estreia contra Marrocos.

O jogo começou com intensidade. Matheus Cunha, titular escolhido por Carlo Ancelotti, mostrou porque mereceu a vaga: movimentação inteligente, presença na área e oportunismo. Aos 23 minutos, aproveitou rebote do goleiro para abrir o placar. Treze minutos depois, recebeu lançamento de Vinícius Jr. e ampliou com um chute forte. Antes do intervalo, Vini Jr. coroou sua atuação com um gol de categoria, após passe de Paquetá.

No segundo tempo, o Brasil reduziu o ritmo. A vantagem confortável permitiu que Ancelotti promovesse mudanças, como as entradas de Martinelli, Endrick e Rayan. O time criou chances, mas pecou na finalização. Endrick até marcou, mas o gol foi anulado por impedimento. Essa queda de intensidade preocupa, já que adversários mais fortes podem aproveitar.

Carlo Ancelotti, em entrevista coletiva, destacou a evolução da equipe: “Jogamos melhor o primeiro tempo, com mais qualidade e intensidade. Melhoramos... mas precisamos evoluir ainda mais para o próximo jogo.” O treinador elogiou Cunha e ressaltou que Vinícius Jr. pode atuar mais centralizado, aumentando sua capacidade de desequilibrar defesas.

Apesar da vitória, a Seleção sofreu um baque com a lesão de Raphinha. O atacante sentiu dores na coxa direita ainda no primeiro tempo e foi substituído. Exames confirmaram lesão muscular na região posterior da coxa, e ele está fora do próximo jogo contra a Escócia. A CBF não divulgou prazo de retorno, mas o histórico do jogador preocupa. Sem possibilidade de convocar substituto, Ancelotti terá que encontrar alternativas dentro do elenco.

O Brasil agora soma 4 pontos e lidera o Grupo C. O próximo desafio será contra a Escócia, em Miami, no dia 24 de junho. A vitória é fundamental para garantir a classificação sem depender de outros resultados. O desempenho contra o Haiti mostrou evolução, mas também a necessidade de maior eficiência ofensiva e consistência nos 90 minutos.

📑 Ficha Técnica

Competição: Copa do Mundo FIFA 2026 – 2ª rodada, Grupo C Data: 19 de junho de 2026 Local: Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA) Placar: Brasil 3 x 0 Haiti

Gols:

  • 23’ 1ºT – Matheus Cunha (Brasil)

  • 36’ 1ºT – Matheus Cunha (Brasil)

  • 45+3’ 1ºT – Vinícius Jr. (Brasil)

Arbitragem:

  • Árbitro principal: Antonio Mateu Lahoz (Espanha)

  • Assistentes: Pau Cebrián e Roberto Díaz (Espanha)

  • VAR: Alejandro Hernández (Espanha)

Cartões:

  • Amarelo: Jean Baptiste (Haiti, 42’ 2ºT)

  • Sem expulsões

Escalações:

Brasil (Carlo Ancelotti): Alisson; Danilo, Marquinhos, Militão, Wendell; Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Rodrygo; Raphinha (Rayan, 39’ 1ºT), Vinícius Jr., Matheus Cunha (Endrick, 65’ 2ºT). Técnico: Carlo Ancelotti.

Haiti (Jean-Jacques Pierre): Placide; Arcus, Adeus, Christian, Étienne; Nazon, Saba, Pierrot; Antoine, Louis, Belfort. Técnico: Jean-Jacques Pierre.

Público presente: 52.000 torcedores Temperatura: 27°C






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